É o tudo ou tudo. Comigo sempre foi assim. Desde que me entendo por gente vou sempre no âmago da questão. Uma intensidade imedida. Um coração apertado. De escudo e arma, me jogo no campo de batalha, levando as pancadas de todos os lados. Ou o sonho, ou a frustração. Ou o amor, ou a indiferença. É sentir a felicidade exacerbada, ou a melancolia sufocante. É a solidão massacrante ou a auto-suficiência completa. Mas espere lá, não estou sendo justo. Existe uma exceção. É que a penumbra me conforta. Talvez seja a intensidade luminosa sob medida, representando o equilíbrio dos extremos. Talvez seja esse pavor da escuridão, já que a escuridão representa esse vazio tão grande. Acredito que a escuridão seja o não-ser e, bem, diante disso, como poderia me sentir confortável? Para a existência há um só extremo: ou existo, ou existo. Ou então seria tudo ou nada, e o nada não me agrada. Acho que odeio o nada, pois talvez não o compreenda. Odeio o nada assim como odeio o escuro, uma representação fidedigna do que seria o nada, embora eu pense no nada como branco às vezes. Mas para mim, é o tudo ou o tudo. Menos para a escuridão. Para ela e para o nada, me recuso a adotar extremos.
Um comentário:
Exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado!
Postar um comentário