Não há nada que se compare à sensação de sentir o próprio corpo invadido pela melodia de uma música que nos toque a alma. É como se nossa mente ordenasse o nosso organismo a responder de forma prazerosa àquele êxtase psicológico, coisa que, convenhamos, nosso corpo só sabe fazer seguindo uma série de reações físicas e químicas. No entanto, essa manifestação física não é algo indesejado. Claro que não. Aliado ao torpor mental que se constrói em resposta a uma determinada canção, esse conjunto de reações nos lançam a um estado breve de satisfação e paz, do qual buscamos usufruir o máximo de sensações. E nesses momentos especiais (assim como em vários outros), sentimos aquele sopro de vida que nos impulsiona ao infinito e à eternidade; que nos impulsiona ao estado etéreo do ser!